Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

“Sem Correios, encomendas feitas pela internet ficariam bem mais caras”

De acordo com reportagem veiculada pela Carta Capital, o mercado brasileiro de frete e logística deve passar de US$ 104,79 bilhões em 2024 para US$ 129,34 bilhões até 2029. Valores que hoje correspondem a R$ 551,54 bilhões e R$ 680,76 bilhões. A mesma reportagem aponta que os setores de logística e transporte devem liderar a criação de vagas até 2027, com projeção que supera os 8 milhões de postos formais.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect-SC), “enquanto o setor de logística só cresce por conta do comércio virtual, os Correios fizeram uma drástica redução do quadro funcional, de quase 130 mil trabalhadores para menos de 80 mil. A população precisa saber disso, pois sem Correios, encomendas feitas pela internet ficariam bem mais caras”.

O Sindicato afirma ainda que a ECT tem adotado uma política que “enfraquece os Correios e favorece a concorrência privada de forma desleal” e coloca “em risco um serviço público essencial à população brasileira: o serviço postal e logístico dos Correios, fundamental para a integração nacional, o desenvolvimento econômico e a soberania do país”.

Depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção das cláusulas do último Acordo Coletivo de Trabalho no final de dezembro do ano passado, a ECT ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para novamente tentar retirar direitos fundamentais para as trabalhadoras e trabalhadores como adicional de férias, vale-alimentação e plano de saúde

As entidades que fazem parte do Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público se solidarizam com as trabalhadoras e os trabalhadores da ECT na luta contra o desmonte e precarização dos Correios. A última greve da categoria, que começou no último dia 16 de dezembro, só terminou no dia 30 de dezembro, depois que o TST decidiu manter uma série de direitos que a Empresa queria retirar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *