O SINJUSC possui um protocolo de atendimento aos trabalhadores que precisam de suporte, acolhimento, apoio e soluções em qualquer situação enfrentada nos locais de trabalho envolvendo assédio moral, sexual e qualquer forma de violência. O relato pode ser feito por meio de um formulário (clique aqui se você precisa de ajuda). Após, a equipe do SINJUSC faz o atendimento, oferecendo suporte jurídico e psicológico especializado e sigiloso.
Sobrecarga, metas abusivas, gestão hierarquizada e culpabilização são comuns nos relatos enviados. Para o psicólogo do SINJUSC, Mateus Graosque, que ajudou a desenvolver o protocolo, o ambiente de trabalho no Judiciário pode ser definido como patogênico. “Trabalhar adoecido faz parte dos relatos que recebo. Em condições inadequadas, com o aumento da informatização e tendo que dar conta de metas abusivas, o trabalhador adoece, mas continua trabalhando. Ele tem medo de se afastar e ser penalizado, sofrer assédio. É um sofrimento silencioso, no qual o sujeito se culpa. Por isso, nosso trabalho passa pela escuta individual, mas a atuação é coletiva.”
A partir dessa escuta, o canal de apoio, que existe desde 2023, se mostra uma ferramenta importante de diagnóstico do adoecimento da categoria pela organização do trabalho dentro do Judiciário. Tendo os dados, espaço para negociação e mudanças, é dever do Tribunal rever sua gestão, baseada, sobretudo, em metas. Ou seja, o relato é individual, mas a solução é coletiva.
O novo presidente eleito do Tribunal, desembargador Rubens Schulz, mostrou-se sensível ao tema da saúde em conversa recente com a diretoria do sindicato. O sindicato aguarda o processo de transição para a nova administração eleita a fim de retomar o assunto.
ATUAÇÃO CONJUNTA|
No trabalho de mitigar e prevenir as diversas formas de violência, o SINJUSC também faz parte das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e do Assédio Sexual (CPEAMAS); a própria criação da pasta foi demanda do sindicato, criada a partir de norma do Conselho Nacional de Justiça. A presença do sindicato nesses espaços coloca o Tribunal como agente ativo na revisão de políticas institucionais potencialmente adoecedoras.
PRECISA DE AJUDA?
As trabalhadoras e os trabalhadores do TJSC vítimas de assédio ou violência no trabalho podem entrar em contato preenchendo o formulário do Canal de Apoio do SINJUSC. O seu relato é sigiloso.
