SINJUSC +: viaje pelo mundo sem sair de casa com o livro do servidor Eduardo Mira

O SINJUSC não para, mesmo! Essa semana estreamos, além do Minuto SINJUSC,  que traz um resumo da semana em vídeo curto de 60 segundos (disponível no Instragram e Facebook), também debutamos outro programa: SINJUSC Mais. A cada mês, novos talentos de servidores envolvidos com cultura, arte, educação e/ou música serão contados aqui no site.

Quem estreia a novidade é o servidor Eduardo Marcelo de Mira, lotado na comarca de Porto Belo, que escreveu o Livro “Viajando o mundo vencendo medos”’, onde relata as aventuras que viveu durando oito meses, entre 2011 e 2012, em intercâmbio na Espanha. Eduardo, hoje com 38 anos, tem experiências continentais por 44 países. Sua meta é conhecer 50, até os 40 anos. Boa sorte, Eduardo. Já esperamos o segundo livro com novas histórias.

Confira a entrevista exclusiva que preparamos com ele:

Qual a próxima viagem?
A princípio seria em 2020, para antiga Iugoslávia ou Colômbia e Equador, agora tudo dependerá da pandemia, mas os planos, por ora, permanecem os mesmos.

Qual foi a última para fora do país?
Em 2019 fiz uma parte inóspita da América do Sul: Suriname, Guiana e Venezuela.

Há países que você não tem vontade de conhecer?
Apesar de achar interessante a Califórnia e algumas paisagens do país, nunca me interessei pelos Estados Unidos. Soa muito clichê e de pouca imersão em algo culturalmente enriquecedor.

Qual país/cidade você moraria, fora do Brasil?
Me apaixonei pela Costa Rica, região de Cahuita. Na verdade, dependendo do meu momento e época do ano, há vários lugares q atraíram, mas este, sem dúvida, ficou na memória.

Qual a maior dificuldade nas viagens, comida, clima, língua?
A linguagem universal dos sinais e google translator auxiliam muito, mas o clima não se pode mudar: calor de derreter e chuva, não há como mudar e são os vilões maiores.

Quantos idiomas você fala?
Três: inglês, espanhol e mais ou menos o português

Quando você conta suas histórias, qual causa mais surpresa ou estranheza?
São inúmeras, mas acho q a mais atrativa é quando as viaturas policiais me pararam na Ponte do Bosphorus em Istambul, Turquia (está no livro).

Qual a comida ou bebida mais esquisita você já experimentou?
Comi uma sopa vietnamita com oito tipos de “carne” cujos mesmos só consegui decifrar duas pelo paladar: bacon e ovo. Já comi escorpião, farofa de formiga e pequenas larvas. Bebida, me deram uma no Laos que acabei esquecendo quem eu era ou onde estava.

Viagem com ou sem perrengue?
Pra mim, sem perrengue é sinônimo de sem graça.

Qual o maior perigo que você já correu?
Foram vários também, mas um marcante foi ao entrar na Nicarágua, em plena guerra civil rolando, com 65 mortos contabilizados, estradas bloqueadas, turistas isolados sem poderem sair, uma faixa na migração dizendo “Nicarágua entre se quiser, saia se puder” e meti a cara, junto com um parceiro viajante.

Prefere viajar sozinho ou com amigos/acompanhado?
Cada viagem tem seu momento. O bom de ser só é poder escolher os momentos de ficar e partir sem depender de alguém; e compartilhar algo durante a trip também é muito valioso.

Na sua conta do Instagram, tem uma foto sua em uma rede com a legenda que diz: – “bora encarar 36h de rede até Santarém/PA”, esse foi o maior tempo de uma lugar até outro?
De forma direta, sim. O voo de volta da Tailândia teve a mesma duração, porém, com quatro escalas até chegar em Florianópolis.

Quando viaja, prefere carro, avião, barco?
Prefiro a boa e velha carona, momento único pra conhecer algum doido e de bom coração no caminho. Mas à parte disso, ainda sou mais o bom e velho busão.

Em pandemia, como tem “dominado” a inquietude de viajar?
Fiz uma de carro pelo Brasil, mas estou focando na distribuição do livro e engatinhando na escrita do segundo.

Nas suas entrevistas, você menciona que o lugar mais bonito que viajou foi para Costa Rica e o que menos gostou, Honduras. Ainda são?
Fora do país são, sim. Como dito acima, cada lugar tem suas belezas e peculiaridades. Se você busca algo romântico, Veneza é imperdível. Se quer praias, América Central é riquíssima em variedades. Quer história? Vá pra Ásia. Mas todo o enredo fez com que Costa Rica e Honduras fossem, até então, os mais marcantes.

Pelo mundo, foram 44 países, e no Brasil, quantas cidades você conhece?
Cidades perdi a conta, mas foram 14 estados.

Ainda no Brasil, quais os lugares mais bonitos que você já foi?
Uma viagem que faria novamente seria Amazônia. Cultura, pessoas, iguarias, passeios, tudo é maravilhoso e de admirar-se como pode no mesmo país haver um lugar assim e muitas vezes ignorado.

Como você decide para onde ir? O que prioriza na escolha?
Tenho alguns objetivos antigos. Daií procuro algo, viabilidade, locais imperdíveis e caneteio. Gosto muito de natureza e história e de guerras, apesar de ser absolutamente contra qualquer tipo de evento semelhante.

Como você programa suas viagens?
Após escolher o local, seleciono as cidades que mais apetecem e pesquiso couchsurfers (aplicativo mundial de anfitriões e afins que ajudam o viajante) e outros locais pra estadia pra ficar como “cartas na manga”, caso algo não saia como planejado. Dali em diante, nada mais é planejado pra não criar expectativa.

Aos que desejam se aventurar como você, por onde começar?
Primeiramente perder o medo em algo menos audacioso, talvez uma viagem nacional de poucos dias, só, ou , acompanhado, pra ter a sensação de como tudo flui. Este Couchsurfing (e outros apps) de relações interpessoais auxiliam muito a chegar em algum lugar e não sentir-se perdido. Coletar informações de onde se vai também é essencial, mas nunca pode-se esquecer o plano B e por vezes, um C também

Como você analisa a iniciativa do SINJUSC de se engajar no fomento à educação, diversidade, cultura?

Uma atitude de valorização daquele ser humano que vai além da força e máquina trabalhadora a qual somos vistos muitas vezes; prestígio ao indivíduo que possui emoções, sonhos e vida social à parte das horas em que passamos no judiciário.

Na sua opinião como servidor, como o SINJUSC pode aproximar os servidores de ações voltadas a essas áreas?
Quaisquer obras culturais ou não devem ser divulgados para criar esse hábito de prestigiar e valorizar os colegas. Por exemplo, uma ação voluntária pode incentivar alguém que está perto mas que sequer sabia que atuavas na causa. Pode ser um germinar de algo arraigado na pessoa e que renda frutos, então você se deparará e concluirá que tudo começou por algo que parecia simples e irrelevante, mas que encaixou-se perfeitamente no tempo apropriado para acontecer. Posso falar isso por experiência própria.

Quantas exemplares você já vendeu do seu livro?
Estou na segunda impressão de 500 exemplares.

Expectativa de um segundo livro?
Já está engatinhando, a passos curtos mas não menos intensos.

Todas suas viagens tem a mesma motivação, ou cada uma representa um momento da sua vida?
Acho q o destino escolhido vem por intuição. Costumo escolher dois ou três opções e então decido qual me prendeu mais a curiosidade, tanto que os lugares que desejo muito conhecer, México e Egito, ainda não figuraram como planos a serem executados.

Alguma música, livro ou filme te inspira à vida na estrada?
Há uma série de sons que inspiram durante a viagem, até relato eles no meu “diário”. De inspiração pra vida nômade creio que as leituras do meu conterrâneo, Charles Zimmermann, influenciaram muito.

Sua família te apoia nas viagens?
Na verdade eles não entendem o porquê de eu escolher lugares tão exóticos e inóspitos pra viajar; mas nunca desapoiaram qualquer escolha.

O que você aprendeu com as pessoas de todos os lugares que você já foi?
Cada lugar, região ou país aprende-se algo novo, é um autêntico doutorado em antropologia, história e conhecimentos gerais. Nenhuma faculdade te propicia tanto quanto vivenciar e imergir nas culturas.

Quem era o Eduardo antes das viagens, quem é o Eduardo agora?
O Eduardo com receio de errar, de perder-se, o pessimista, este deu lugar ao Eduardo aventureiro que quer sempre mais emoção e que vive o presente com intensidade e gratidão.

Rola aquela depressão pós-viagem?
Sempre rolou e sempre rolará. É inevitável.

Te dá vertigem pensar em nunca mais viajar?
Nunca pensei nisso e nem quero.

Quase todo mundo gosta de viajar, mas fazer acontecer não alcança todos. Na sua visão, o que falta? Planejamento? Colocar viagens como meta/prioridade?
Hoje em dia há inúmeras facilidades para parcelar uma viagem, pra encontrar guias, enfim, as oportunidades são cada vez maiores e se tu perseveras em algo, consegues. Família ou outros gastos, não são mais motivos pra não viajar. Tu não precisas ir necessariamente pra Europa ou pra fora do país, viajar pode ser na tua região, uma cachoeira, uma serra, o que for que seja diferente daquilo que está no teu cotidiano. E claro, sem priorizar o objetivo, fica mais difícil. O destino nem sempre te dará no colo o que queres sem algum esforço.

Por fim, deixe suas principais dicas de viagens/lugares/hospedagens: aquilo que mais te marcou:
São tantas que me perderia em citá-las. Costumo postar fotos, dicas, histórias e tudo mais no face (Eduardo Mira) e no insta (@du.mirolha). Caso não haja algo lá, só me perguntar que terei o maior prazer em cooperar.

Para adquirir o livro de Eduardo, você pode mandar e-mail para emmira82@gmail.com, comprar o e-book no site da Amazon ou via redes sociais do autor, que foram mencionadas acima.


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