SINJUSC lança Rede de Solidariedade e busca apoiadores: reconhecer o Outro e se importar com o Outro

O SINJUSC se soma a diversos movimentos em defesa da vida e lança a plataforma Rede de Solidariedade. Online, de forma rápida e segura, é possível oferecer e solicitar ajuda. Veja aqui como.

Mas chama atenção para um detalhe importante: ser solidário(a) é mais do que doar cestas básicas, dinheiro ou qualquer coisa em momentos de crise. Este conceito é muito mais amplo e vai ao encontro de perguntas como “por que existem pessoas com tanta necessidades?”

Estamos em um momento de pensar nosso modo de vida, nossas relações com os outros e com a natureza. Pois, se não fizermos isso, há um alto risco de, cada vez mais, enfrentarmos epidemias, pandemias, pestes e outras formas de aniquilamento advindos da natureza e dos seres vivos que compartilham este mundo conosco.

Na semana passada, o SINJUSC doou 40 cestas e 40 kits de limpeza em Florianópolis: 20 no bairro Vila Aparecida, 15 à Associação de Moradores do Sol Nascente e cinco à Casa de Estudantes da UFSC. Junto foram enviados kit de leituras com a Revista Valente. Além disso, assumiu o lanches das quartas-feiras junto com a Rede com a Rua, distribuindo 300 sanduíches para as pessoas em situação de rua em Florianópolis.

O SINJUSC entende ser fundamental ações coletivas e que promovam a reflexão sobre solidariedade e alteridade.

Desde o começo do isolamento social em Santa Catarina, o Sindicato vem atuando para preservar a saúde e os direitos dos servidores do judiciário catarinense e nesse momento, entende que é dever do SINJUSC ampliar sua atuasção e oferecer apoio a quem mais precisa e é negligenciado pelo poder público e pelas políticas de “contingenciamento de gastos”. Ser solidário e prestar solidariedade também é um denúncia de falta de políticas públicas capazes de diminuir a desigualdade social tão gritante em nosso país.

Ontem (8/04/2020), a Resolução GP n. 14/2020 colocou em risco a vida de milhares de trabalhadores terceirizados, que irão se somar às estáticas de outros milhares de autônomos e desempregos que perderam renda abruptamente.

Falar sobre solidariedade nesse momento não é sobre assistencialismo, é sobre enxergar a dor dos desempregados, das famílias já sem alimentos, dos que não puderam se despedir entes queridos falecidos.

Pensar, repartir, doar é reconhecer o outro com sujeito de direitos e também de denúncia e cobrança da ação do Estado, que tem sido muito eficaz com bancos privados e isenção de impostos aos mais ricos.

Ser solidário nesse momento congrega à Luta pela manutenção do emprego e salário.

O SINJUSC defende uma sociedade mais justa e igualitária. É a base do trabalho sindical.

Se você também acredita, vamos dar as mãos, se engaje nesta ação. Indique alguma ação, instituição ou pessoa que precisa de ajuda ou que está ajudando. Nossa ideia é ser uma ponte entre quem está precisando com que está ajudando.

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