SINJUSC assina carta conjunta em defesa da Vida!

Divulgação Freepik

É hora de parar Santa Catarina! O lucro não pode estar acima da vida!

Santa Catarina está vivendo o momento mais grave da pandemia da Covid 19. Os hospitais estão lotados, com pacientes entubados em emergências e nos corredores. Tem pessoas morrendo em casa por falta de vagas nos hospitais. Os números oficiais estão amenizando a gravidade da situação.

As autoridades públicas (governador e prefeitos) estão sob o domínio dos interesses empresariais, atuando para salvar o lucro dos ricos em detrimento da vida da classe trabalhadora e do povo pobre.

É aterradora a situação nos hospitais, com profissionais da saúde no limite da resistência física e psicológica, já tendo que decidir quem vai pra UTI e quem fica na maca, quem morre agora ou daqui a pouco.

Não demora e teremos pessoas morrendo na rua, nas calçadas, sem conseguir acesso aos hospitais.

O Governo do Estado e os prefeitos estão sendo coniventes com a tragédia que se instala a olhos vistos. Seus decretos não passam de faz de conta, com medidas inócuas para enganar a população, seguindo o negacionista de Brasília e seu rastro de mais de 250 mil mortes.

Ao invés de “salvar a economia”, esta postura vai levar Santa Catarina à pior crise de sua história, inclusive do ponto de vista econômico.

Passou da hora de parar tudo, deixando apenas os serviços essenciais em funcionamento, ou a tragédia vai crescer ainda mais. Urge a retomada consistente da fiscalização das medidas sanitárias, e com certeza a aquisição de vacinas pelo estado.

É em meio a esse caos que o atual secretário de educação, empossado para rearranjar a política aos velhos moldes MDBistas, anuncia o retorno presencial, resultado do lobby que culminou na ALESC aprovando, em dezembro último, a educação como atividade essencial ENQUANTO DURAR A PANDEMIA. É assim que chancelaram, para 2021, este retorno caótico e marcado pelo medo da morte. Há um acordo, e não é para salvar a economia nem a nós.

As entidades, movimentos e organizações políticas que abaixo subscrevem defendem:

– Imediato fechamento das escolas, com reabertura apenas após a vacinação massiva da população;

– Fechamento do comércio de produtos não essenciais;

– Suspensão do transporte coletivo, deixando apenas o necessário pra viabilizar os serviços essenciais;

– Proibição de qualquer evento social com a presença de público;

– Maior suporte logístico aos hospitais e serviços de saúde;

– Fechamento de praias e parques;

– Testagem em massa para toda a população;

– Contratação de mais profissionais de saúde e maior proteção à sua atividade laboral;

– Retomada do auxílio emergencial de pelo menos 600 reais até o fim da pandemia.

– aquisição de vacinas por parte do governo do estado.

É hora de parar Santa Catarina! O lucro não pode estar acima da vida!

Assinam este documento mais de 100 movimentos sociais e sindicais. Para compartilhar a carta clique AQUI.

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8 Comentários

  1. Pra que serve mesmo o sindicato? Meu queridos experts em saude, me digam 1, 1 so !! Umazinha, pesquisa cientifica que diz que lockdown resolve alguma coisa! So 1!
    Quem bancara auxilio de 600 reais pra todo mundo? NO sinjusc agora nasceu arvore de dinheiro? Esqueceram que o setor publico eh bancado pelo setor privado com a arrecadacao de impostos? Se uma loja fecha, quem arrecada imposto?
    E os milhoes que morrerao de fome? Quem vai auxiliar? Parem de sensacionalismo, e façam o trabalho de vcs ! Sinjusc serve pra que mesmo? A , a pessoa que vai ler certamente vai excluir meu comentario…Vivemos numa democracia ne? Porem apenas aquilo que vcs querem ouvir que deve ressoar, quem nao compactua com os principios sujos de vcs eh excluido…Democracia…democracia…democracia….

  2. Como diz a reportagem para ganhar tempo. Ha 1 ano estamos tantando ganhar tempo, que ate agora nao foi feito nada pelos governantes.
    Cade os 33 milhoes que Sr Farao embolsou?
    Uma campanha conta isso, contra a farra do dinheiro publico, contra o Covidao, isso sim uma entidade de classe deveria fazer.
    Como dizem os empresarios que tanto se ferram nesse pais: Funcionario publico é facil falar pra parar tudo…tem o seu garantido…O problema que uma hora a conta chega pra nos tbm. E ai sera mto tarde para colocarmos a mao na consciencia e ver que tudo isso foi um baita engano.
    De qualquer forma obrigado por ter postado meus comentarios. Que continuem assim sempre em qualquer noticia.

  3. Concordo com muita coisa exceto fechar escolas e reabri-las após termos vacinas… em vários países as escolas foram mantidas abertas em 2020 e só fechadas em pico, exemplos de Alemanha, Portugal etc… as escolas seguem protocolos… o que está acontecendo agora não é culpa das crianças… mas sim porque deixaram por interesses políticos correr solto o oba oba de final de ano… festas… carnaval que vimos que as consequências viriam… e outra me pergunto cadê os “n” protótipos de respiradores que iriam ser feitos , cadê os hospitais de campanha? cadê todo o dinheiro ? os investimentos em vacina ? cadê tudo isso? aqui deixo minha opinião … respeito a do próximo.. mas tenho a minha também…

  4. No oeste vivemos o colapso. Não há leitos, nem públicos nem privados, o centro de eventos da maior cidade da região é usado como hospital de campanha, pacientes sendo transferidos para o Espírito Santo para um leito de UTI, pacientes em estado grave “internados” em poltronas, média de mortos subindo todos os dias por falta de condições de atender a tanta gente. Todos os dias leitos são criados mas sem um lockdown que desacelere a contaminação, não são e não serão suficientes. Mortos não compram e não vendem, não movimentam a economia exceto a de caixões, que por sinal já começaram a faltar aqui. É parar agora ou ser parado por um caos ainda mais absoluto e doloroso.

  5. Ação correta do Sinjusc, pois sindicato é para lutar e liderar a pauta dos trabalhadores.
    Poderia ser mais contundente, ainda, liderando o chamado de GREVE GERAL com as demais entidades representativas dos trabalhadores.

    A situação já passa do alcance da categoria dos servidores públicos, atinge a toda a classe trabalhadora. Não é mais o caso de pleitear no âmbito do Judiciário Catarinense, mas em todas as relações sociais de produção da riqueza catarinense, do País e do mundo. Até quando a classe trabalhadora terá que morrer para que o “mercado” sobreviva? Reformulo: Até quando a classe trabalhadora terá que morrer para que o capitalismo sobreviva?

    Já deu, chega!

    Todos [donos do capital] estão preocupados com “a crise”, mas não com os seres humanos.

    Não vemos por parte das lideranças (políticas e empresariais) qualquer pesar com a vida e saúde das pessoas. Aliás, diga-se de passagem, há loas à ignorância e estupidez. Sendo assim, cabe as entidades dos trabalhadores lideram o “basta”.

    O “fechamento total” é um sacrifício e não há dúvida, mas necessário, fundamental para proteção de todos.

    E quem vai pagar a “conta” de um necessário fechamento?

    Os mesmos que “pagaram e continuam pagando o pato”. Em março de 2020, com a pandemia do covid-19 já em andamento e com os tristes relatos vindos da Itália, o Governo Federal injetou R$ 1.2 bilhão no sistema financeiro. Que foi feito desse dinheiro? Ninguém sabe. Os pequenos e médios empresários que aguardavam eventual incremento do crédito, com juros civilizados, não virão nem um centavo. Aos trabalhadores tiveram a petulância de oferecer R$ 600, como se fosse um favor, e que a burocracia tratou de tardar à entrega. Ora, como funciona isso? Aos que NADA produzem R$ 1,2 bi. Aos que TUDO produzem, R$ 600 e com atrasos. Mas isso é parte pequena da história, tem muito mais de onde vieram esses R$ 1,2 bi que não contabilizo no momento.

    Pois bem, todo esse dinheiro veio dos cofres públicos. Mas vou melhorar a redação para facilitar a compreensão. O dinheiro veio do “bolso de toda a classe trabalhadora” que o deposita, por vias diretas e indiretas, nas mãos do estado e do governo de ocasião. Por que então é necessário tanta humilhação para obtê-lo em ocasião tão necessária, sem falar do “roubo” de R$ 1,2 bi que não foram encaminhados aos verdadeiros necessitados?

    Para concluir, mas não exaurir, o SINJUSC agiu bem. E assim fazendo disse: “Que nenhum trabalhador e trabalhadora tenha que entregar a sua vida para enriquecimento dos que nada produzem.

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