Servidores reagem à reforma da previdência de Carlos Moisés

O presidente do SINJUSC, Neto Puerta, coordenou ato contra a reforma da previdência do governador Carlos Moisés na manhã desta terça (06/07) em frente ao Palácio Barriga Verde enquanto a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alesc debatia a admissibilidade da proposta.

A reforma da previdência é composta por dois projetos, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e outra de Lei Complementar (PLC), que foram enviadas ao parlamento pelo Governo do Estado sem qualquer diálogo com quem será diretamente afetado caso a medida seja aprovada, os servidores públicos.

ATO DENUNCIOU DIREITOS RETIRADOS PELA REFORMA

No ato, servidores de diversas categorias denunciaram os impactos, todos negativos, de mais uma reforma da previdência na vida dos trabalhadores da saúde, educação, justiça e etc. A reforma de Carlos Moisés só poupa os militares, categoria que o próprio governador, por ser coronel bombeiro aposentado, faz parte.

Juntos, os dois projetos mudam as regras da previdência estadual para ampliar ainda mais a contribuição dos servidores civis com a implantação de alíquota extraordinária e reduzir o benefício com a mudança do cálculo relativo à média salarial da vida funcional do servidor. Além de estabelecer uma aposentadoria menor, a proposta institui uma contribuição previdenciária para quem já se aposentou.

A reforma também restringe a cobertura da previdência estadual com medidas que reduzem a pensão por morte e estabelecem o fim da redistribuição da cota de quem deixa de ser dependente entre os demais beneficiados, deixando a família do servidor já falecido em condições piores que as atuais.

SERVIDORES SE REÚNEM COM BANCADA DO PT

Depois do ato, lideranças dos servidores, entre elas o presidente do SINJUSC, se reuniram com parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) para articular formas de impedir o avanço da reforma na Alesc e denunciar os privilégios concedidos aos militares na previdência estadual.

2 Comentários

  1. Essa luta deverá ser feita por totos os Servidores , os que estão em atividades e também por todos os aposentados, pois a reforma pretendida pelo Governador atinge de forma muito significativa todos. Vamos juntos combater essa reforma.

  2. Reforma que atinge somente parte dos trabalhadores não é reforma é uma palhaçada. Porque os militares estão tão privilegiados tanto pelo governador estadual como pelo nosso querido presidente Bolsonaro. Será que não estão pensando em baixar uma ditadura? Pois somente os militares têm vez nesse país. É uma classe que pouco faz pelo povo brasileiro e porque tanto privilégio??????

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