Com “Estado mínimo”, não há vacinação universal

Divulgação Freepik

Durante a pandemia de Covid-19, ficou evidente a necessidade de um Estado forte para dar garantias básicas de vida à população.

A presença do Estado tem sido a diferença entre a vida e a morte de centenas de milhares de brasileiros.

Se vivêssemos sob um modelo de “Estado mínimo”, como desejam as elites, estaríamos passando por uma situação muito mais trágica, porque a parcela da população que não pode pagar por um tratamento de saúde estaria completamente abandonada.

Não existiria o tratamento universal garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Não haveria vagas em leitos hospitalares e nem nas UTIs.

E não existiria um sistema eficaz capaz de vacinar com agilidade a maior parte da população.

Brasil é referência mundial em vacinação

Após a criação do SUS, o Brasil foi aprimorando seu sistema de imunização da população.

Com o desenvolvimento de um sistema de vacinação em massa, capaz de abranger (sem custos adicionais) brasileiros de todas as idades, inúmeras doenças, como varíola, poliomielite, sarampo, difteria e rubéola, entre outras, foram erradicadas.

Em uma situação emergencial, como a da pandemia de Covid-19, um sistema eficaz como o brasileiro, capaz de distribuir rapidamente as vacinas a todo o país, é a garantia de salvação para milhares de vidas.

Sem um sistema eficaz assim, construído pelo trabalho diário de uma grande quantidade de servidores públicos altamente capacidades e comprometidos com o bem-estar social, um país como o Brasil (que ainda sofre com uma grande desigualdade social) levaria muito mais tempo para garantir o atendimento à população.

O SUS tem condições técnicas e servidores preparados para fazer uma vacinação em massa com muita rapidez, e abrangendo a maior parte da população brasileira. Mas tem um duplo desafio: enfrentar os limites forçados pela pandemia e um Governo Federal que tem atuado, propositadamente, para atrapalhar o controle da doença.

Logística e infraestrutura

Para a distribuição da vacina, em termos logísticos, é necessário considerar a quantidade necessária de aeronaves e veículos, armazéns a serem utilizados, bem como a quantidade de pallets, embalagens especiais, seringas, agulhas, locais de vacinação, entre outros. E ter uma grande equipe preparada e qualificada para realizar a tarefa.

Um “Estado mínimo” jamais daria conta de uma operação desta magnitude. E o início da vacinação teria demorado ainda mais aqui no Brasil.

O país precisa do SUS

O governo recentemente, em meio à pandemia, tentou privatizar o SUS em nome da política do “Estado mínimo”.

Imagine o que isso representaria para a população neste momento de pandemia: vítimas da Covid-19, tendo como única alternativa receber tratamento em hospitais privados. Outras tendo que se desfazer de seu patrimônio (vendendo casa ou automóvel) para pagar o tratamento.

Mas haveria uma quantidade enorme de pessoas que não teriam sequer condições econômicas para escolher alguma dessas opções. E morreriam sem nenhum tipo de atendimento (é que aconteceu nos Estados Unidos, por exemplo).

O Estado mínimo serve apenas para as elites. O povo só tem a perder.

Em um país que sofre historicamente com tantas desigualdades sociais, o Estado assegura acesso a serviços públicos essenciais, como saúde e educação, e a condições básicas de vida.

Com o “estado mínimo”, não teríamos estrutura para que a vacina chegasse a todos os cantos do país.

Com informações do É Público, É de Todos!

7 Comentários

  1. A elite nacional, representada pelo capital comercial, latifundiário, industrial e financeiro, quer apenas encher seus bolsos. Pouco importa se para tal intento será necessário morrer 280 mil ou mais. Morrer ou não é, para essa elite, mero detalhe. Não tem qualquer apego à classe trabalhadora, ou de forma genérica, ao seu povo.

    A elite nacional não é patriota tal qual alardeia por aí. Usam a bandeira, cantam o Hino e tem nas Forças Armadas seu supra sumo ideal de patriotismo. No Judiciário não encontram qualquer percalço aos seus intentos. Espoliam o país e o povo com o beneplácito das “marteladas do doutor” e das leis (Parlamento). Se eventualmente a Lei não a favorece, a mudam sem constrangimentos. São canalhas e ladrões, mas se dizem patriotas. Mas fica pior.

    Convencida de que a ausência de patriotismo (caricato e de arremedos) é necessário e fundamental para sair da “crise”. Jamais dizem que “a crise”, e qualquer das crises, é causada pelo modo de produção que muito os enriquece, o capitalismo. No capitalismo, se “tudo vai bem”, eles enriquecem, se vai mal com crises também. Mas alguém sempre perde, a classe trabalhadora.

    A classe trabalhadora no capitalismo é sempre deixada de lado, afinal o que importa é o enriquecimento da burguesia (financeira, comercial, latifundiária ou industrial). Essa é a regra. O capitalismo não faz isso apenas com a classe trabalhadora. Quando as coisas apertam como agora, qualquer ser humano é vítima. Veja-se esta quentinha do TJSC: “Princípio da isonomia não permite prioridade a paciente na fila por UTI, decide TJ” (fonte: https://www.tjsc.jus.br/web/imprensa/-/principio-da-isonomia-nao-permite-prioridade-a-paciente-na-fila-por-uti-decide-tj?inheritRedirect=true&redirect=%2F).

    Numa análise jurídica e apressada, alguns (burgueses e trabalhadores pensando como tal) dirão que age corretamente o Tribunal e “à luz da melhor doutrina constitucional”. Não se trata, por óbvio, de “passar uma pessoa à frente da outra” em situação generalizada. Trata-se do fato de que já tem UM ANO da pandemia do covid-19 e não houve aparelhamento adequado do sistema de saúde. Se havia necessidade de alguma evidência sobre a necessidade de superar o capitalismo, a pandemia do covid-19 cumpriu o requisito. O capitalismo é morte. Tem UM ANO em situação pandêmica e não desenvolvemos vacina própria, não preparamos a rede de saúde para atender PESSOAS E SALVAR SUAS VIDAS, não temos programa robusto de ciência e tecnologia, não temos coordenação central (Federal) para indicar o norte esperançoso ao povo. Na notícia acima, o Judiciário apenas atuou no papel que o capitalismo lhe impôs. Mas…

    …mas o Orçamento da União executado em 2020 (ano da pandemia) destinou R$ 1,381 trilhão a pagamento de juros e amortizações da dívida, num orçamento de R$ 3,535 trilhões (https://auditoriacidada.org.br/). Que falta nos faz e nos fez esses R$ 1,381 trilhão não é mesmo? A burguesia não podia esperar algum tempo para ROUBAR essa fatia do orçamento. Esperar um pouco até que salvemos os brasileiros. Quem são os patriotas de fato?

    Companheiros, na situação em que vivemos, Estado Mínimo é apenas para a classe trabalhadora, pois a burguesia gosta muito de Estado inchado, veja-se o ROUBO orçamentário acima, na casa de trilhão.

    Aos trabalhadores não interessa o capitalismo e seus esquemas genocídas. Aos trabalhadores interessa a superação dessa “máquina de moer gente”. Vamos construir o SOCIALISMO.

    • pessoal vamos parar de ser socialista e comunista e pararem de fazer politica partidaria de esquerda no nosso SINDICATO. QUEREMOS POLITICA SALARIAL, POLITICA DE RESPEITO, sou ex eleitor de lula mas deixei de votar nela quando ele afirmou: NÃO SE FAZ OLIIMPIADAS E COPAS DO MUNDO COM HOSPITAIS. bla bla bla. chega de mimini… …se quiserem estado FORTE mudem se para china, cuba, venezuela, russia, irã, coreia do norte. OBRIGADO. QUERO SABER SOBRE O PLANO DE CARGOS E SALARIOS, CONDIÇÕES DE TRABALHO dos colegas. Eu estou com direito a me aposentar vou ficar mais uns 2 a 15 anos ainda… …sou contra o ESTADO MAXIMO sou a favor do estado necessário com o povo e empresários unidos. Gargamel Comissário (Oficial) da Infância e juventude. Sou a favor de descontar o salario de quem quer fazer lockdown começando pelos servidores públicos e políticos quer ficar em casa sem trabalhar defendendo o lockdown então que seja descontados os dias de trabalho.

      • Com este discurso vc com certeza apertou 17, fala para não fala de política e o que vc está fazendo no momento?

      • Não podemos parar de ser socialistas e comunistas. Aliás, devemos começar a trilhar esse caminho.

        Se não fizermos política partidária à esquerda, então essa política será à direita. E na direita não há saída para classe trabalhadora. A direita atua no interesse dos donos do capital e contra os trabalhadores.

        Na direita, assim como na esquerda há muitas linhas de batalha, o que pode causar confusão que muito interessa à classe dos proprietários (banqueiros, empresas de comunicação, latifundiários, comerciantes, industriais). Para fugir disso, melhor é tratar por classe trabalhadora e classe dos proprietários. A classe trabalhadora só tira seu sustento do trabalho, enquanto a outra tira o seu sustento de tudo aquilo que a primeira produz.

        Qual a importância disso na prática? A importância é conseguir identificar quem é de fato o “inimigo” que deve ser atacado.

        Bem disse o companheiro do arrependimento em seu voto à Lula. Ora, acaso o presidente atacou a classe dos proprietários? E seus antecessores? E os sucessores, então?

        Nenhum nem outro não é mesmo?! Fizeram apenas o básico, quando não atentaram contra o trabalhador em benefício dos proprietários (sempre).

        O que estou dizendo é que os trabalhadores devem ter a consciência de atacar ao capitalismo e não simplesmente governos eleitos.

        O companheiro tem razão, é importante que os sindicatos lutem por política salarial, respeito, condições de trabalho e tantos outros “direitos” que nos são muito caros. Mas lutar apenas por isso, sem falar em SOCIALISMO nada nos trará. Acaso os “governos” e seus reais mandantes, os patrões, tem atendido as demandas dos trabalhadores? E dos trabalhadores do serviço público? Quantas reformas à Constituição e às leis que nada nos trouxeram, além de prejuízos.

        Com razão, o companheiro anseia por sua merecida aposentadoria, mas vê essa possibilidade se afastar a cada novo governo, aliás eleito. Ora, isso reforça a tese acima de que não adianta lutar contra governos e, tampouco, lutar apenas na esfera dos assuntos paroquiais de sindicato.

        Por isso, para avançar precisamos ir além, é fundamental falar em REVOLUÇÃO e SOCIALISMO.

  2. Então me expliquem como a China e todos os países socialistas, em termos de pessoas vacinadas perdem feio para os EUA, tanto em números absolutos, quando em relação à população.

    • Olá, Ildefonso. Tudo bem? Na matéria original há uma explicação e comparativo dos EUA. Veja uma prévia:

      “Com frequência, os Estados Unidos são citados pelos representantes das elites brasileiras como exemplo de “Estado mínimo” que deveria ser seguido. Mas a falta de um sistema de saúde público e integrado (como é o nosso SUS) levou aquele país, que é o mais rico do mundo, a liderar todas as estatísticas da tragédia da pandemia. Até o final de janeiro de 2021, mais de 420 mil norte-americanos haviam morrido por causa da Covid-19, e mais de 25 milhões contaminados.

      O governo do novo presidente, Joe Biden (que tomou posse em 20 de janeiro), declarou que a administração anterior (de Donald Trump, negacionista) não havia construído nenhum plano para a distribuição de vacinas nos Estados Unidos.

      Em seus primeiros dias, o novo governo adquiriu rapidamente mais de 40 milhões de doses (enquanto o governo brasileiro, no mesmo período, não havia adquirido praticamente nenhuma vacina e ainda criticava governadores que tentavam contratar diretamente com laboratórios e outros países). E estabeleceu a meta de imunizar 100 milhões de pessoas nos primeiros dias 100 dias de mandato.

      A matéria completa em: https://epublico.com.br/se-vivessemos-sob-um-estado-minimo-nao-haveria-vacinacao-universal/

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