Mulheres sindicalistas e Coletivo Valente presentes no #8MSC

Em defesa da Vida das Mulheres e contra qualquer forma de opressão e retirada de Direitos, a Direção do SINJUSC e integrantes do Coletivo Valente usaram a voz e fizeram coro com milhares de pessoas que foram às ruas ontem no movimento #8M Santa Catarina, Dia Internacional da Mulher. Houve participação em Florianópolis, Chapecó, Concórdia, Porto Belo, Itapema, Bombinhas e São Miguel do Oeste.

Neste ano, segundo os organizadores do movimento, a inspiração foi a grande Elza Soares, que usou sua voz para dizer o que se cala. O lema do 8M 2022 foi “Da Terra aos nossos Corpos: respeitem nossas histórias”.

Em Florianópolis, após tarde de programação cultural e política, com apresentações artísticas, exposições e roda de conversa com acolhimento, o povo saiu em marcha pelo centro da cidade, denunciando o machismo, racismo, homofobia, violência de gênero, pela revogação de todas as privatizações e das as Reformas Trabalhista e Previdenciária e contra o projeto em curso de desmonte das politicas públicas impostas pelo atual governo federal.

Ato na capital, Florianópolis

POR QUAL MOTIVO O SINJUSC SE ENVOLVE NO #8M?

A Direção do SINJUSC entende que atacar o serviço público é, também, tirar recursos das mulheres, em especial das mais necessitas que precisam que o bem público funcione adequadamente. Segundo o IBGE, mulheres são responsáveis pela renda familiar em quase metade das casas. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o percentual de domicílios brasileiros comandados por mulheres saltou de 25%, em 1995, para 45% em 2018, devido, principalmente, ao crescimento da participação feminina no mercado de trabalho.

Elas compõem maioria na administração e renda da casa, nas universidades, e no judiciário catarinense também: dos 6906 servidores ativos, 4235 mulheres são mulheres.

Por isso, defender o serviço público é garantir que essas servidoras tenham acesso gratuito à educação, segurança, saúde, lazer. Toda forma de precarizar o acesso e manutenção do serviço público deve e será combatida pelo SINJUSC.

LUTA CONTRA O ASSÉDIO SEXUAL NO TJSC|

Os atos de ontem também verbalizaram a luta contra o assédio sexual. Este tipo de violência acontece no Tribunal de Justiça de Santa Catarina e o tema já foi, inclusive, reportado na Revista Valente, na terceira edição. E essa semana ganhou novos desdobramentos com matéria da CNN Brasil, que trouxe outros relatos de mulheres que foram vítimas de assédio no TJSC. O SINJUSC tem um protocolo de atendimento humanizado e jurídico para atender vitimas de assédio no trabalho. Clique aqui e informe-se.

FEMINICÍDIO CONTRA SERVIDORAS DO TJSC|

O feminicídio é outra violência praticada contra as servidoras do TJSC. Somente neste início de 2022, duas trabalhadores do judiciário catarinense foram mortas por questão de gênero: Cleci Kehl Zeppe, 34 anos, funcionária terceirizada do Fórum de Dionísio Cerqueira, mãe de uma adolescente de 15 anos e de uma menina de 6 anos, e Indira Mihara Felsky Kringer, 35 anos, técnica judiciária auxiliar que atuava na comarca de Itajaí. O SINJUSC e o Coletivo Valente lamentam profundamente as perdas e dão um recado um importante: NÃO VAMOS RECUAR, É LUTA ATÉ O FIM, É PELAS VIDAS DAS MULHERES|

Esses são apenas alguns motivos do porque o SINJUSC se envolve nas lutas das mulheres. A luta contra a opressão da mulher é uma luta sindical e de classes!

SINJUSC E COLETIVO VALENTE NA LUTA ATÉ O FIM!

3 Comentários

  1. Parabéns mulheres do Sinjusc e do Coletivo Valente! Defender a vida e a dignidade das das mulheres é dever e prioridade de todas a sociedade.

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