Fórum garante agenda com governo para debater previdência

O Fórum de Servidores Públicos de Santa Catarina conseguiu agenda com o secretário da Casa Civil, Eron Giordani, para debater a reforma da previdência, que o governador Carlos Moisés deve enviar à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) na próxima semana. O compromisso da reunião foi garantido hoje (16/06), enquanto lideranças sindicais faziam vigília na frente da Alesc, com entrega de carta argumentativa contra o projeto.

O ato de hoje na Alesc inicia a agenda oficial desse semestre dos sindicatos para tentar barrar a reforma da previdência. Após manifestação na frente da assembleia, com carro de som e faixas expostas, uma comissão foi formada por lideranças, incluindo o SINJUSC, que fizeram peregrinação nos gabinetes entregando a carta. Durante a entrega do documento, a comissão fez plantão onde se realizava uma reunião do Governo com bancada de Deputados na saída, o chefe da Casa Civil foi interpelado para que ouvisse as categorias.

O governo Carlos Moises vem amarrando apoio com os deputados e empresariado catarinense com a narrativa de economia e o “batido” e questionável déficit previdenciário. Na semana passada, a agenda foi com representantes da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) e Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC) e nessa semana, com o parlamento catarinense.

Reforma é deficitária?

Para contrapor os dados que o governo apresenta e a mídia reporta, sem nenhum tipo de questionamento ou apuração, o Fórum, que o SINJUSC compõe, produziu a carta que foi entregue hoje. O mesmo documento está sendo articulado com a imprensa, como forma de garantir o imperativo do jornalismo: garantir que os dois lados dos fatos sejam ouvidos.

No documento, o Fórum reforça a tese de que os dados, os mesmos sublinhados por Carlos Moisés nas reuniões, estão superestimados. Essa não é uma informação nova: o SINJUSC questiona os dados sobre “déficit” desde o ano passado, quando a luta dos servidores garantiu o arquivamento do primeiro projeto. As informações do governo seguem sendo questionados com a recente pesquisa encomendada pelo SINJUSC e realizada pelo especialista em previdência pela Fundação Getúlio VargasLuciano Fazio. Leia mais sobre o estudo AQUI.

TCU questiona dados da previdência/ Reforma para quê?

A argumentação do SINJUSC vem ao encontro de dados apresentados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que indicou distorções bilionárias nos dados de previdência apresentadas pelo governo federal. O Ministro Paulo Guedes, que converteu a mídia e população de que a previdência era deficitária, deverá prestar esclarecimentos à Comissão de Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

Segundo o TCU, a projeção de valores a serem desembolsados no futuro para pagar a Previdência dos servidores estaria inflacionada. Por outro lado, no caso dos benefícios de militares inativos, as cifras teriam sido subavaliadas em cerca de R$ 45 bilhões. Fonte: Agência Câmara de Notícias.

Para ampliar a luta contra o novo projeto, o SINJUSC organiza uma ação direta com os deputados estaduais na próxima semana. Fiquem atentos ao site do SINJUSC e redes sociais!

4 Comentários

  1. Companheiros, essa reforma e outros ajustes que virão, são necessários para dar satisfação ao “sistema da dívida”.

    Como assim?

    O “sistema da dívida” pressiona a União que, por sua vez, condiciona a liberação de recursos aos demais entes federados mediante a aprovação dessas “reformas”.

    Como bem diz o SINJUSC e até o TCU, os dados no qual se fundam os argumentos para reforma são distorcidos. Vou melhorar a redação para deixar mais claro: são dados FALSOS para poder ROUBAR tudo que podem do povo e entregar ao sistema financeiro.

    Vejam que nos governos (Federal, Estaudal e Municipal), na imprensa, e meios empresariais, não há voz dissonante desse discurso de reformas e austeridade fiscal. Isso quer dizer que todo esse grupo atua, atuou e sempre atuará em favor dos seus interesses e contra a classe trabalhadora. É de conhecimento até do mundo mineral, de que as empresas de mídia se favorecem do “sistema da dívida”. Por que diriam, então, que essas reformas e ajustes são um ROUBO CONTRA O POVO?

    Quando se pretendeu fazer a deposição da Presidente da República, o discurso contra corrupção do partido que lhe dava apoio era unânime, mas nunca se falou da CORRUPÇÃO nesse “sistema da dívida”. A corrupção que de fato ROUBA o povo está nesse sistema e que não tem uma linha de atenção na imprensa. Não é curioso?

    Que se dê o adequado nome às coisas para que não se confunda com o que de fato são. Não é reforma, é ROUBO.

    Deveríamos mandar uma resposta clara ao Sr. Moisés e “parceiros”, ou melhor, seus patrões: GREVE GERAL!

  2. Quem votou e apoia este governo federal, do Bolsonaro, governo medíocre, onde todos os setores vão mal, são os responsáveis pelo desmanche do serviço público. Este apoio vai de encontro às lutas da categoria, incoerente apoiar as atitudes tomadas pelo governo Bolsonaro e querer defender nossos direitos e garantias em SC.

  3. Muito importante termos a possibilidade de sermos ouvidos pelo Governo de Santa Catarina, importante é a midia olhar e escutar os trabalhadores, e aí sim, poder tirar seu ponto de vista. Apenas dizer e fazer propaganda que tem que ter reforma, é muito pouco , precisa se aprofundar , para poder dar opinião. Parabéns aos Sindicatos que estão lutando . Obrigado

  4. Se o governo devolvesse os valores recebidos com os imóveis “vendidos” aos IPREV, os quais são locados pelo próprio governo com valores bem abaixo do mercado, já elevaria o montante dos valores para pagar o funcionalismo aposentado e montar suas reservas em aplicações financeiras. Repassaram nosso dinheiro ao governo para cobrir rombos e agora alegam que não têm recursos.

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