Com dados equivocados, Daniela Reinehr defende reforma da previdência

MAURICIO VIEIRA/SECOM

A Governadora interina, Daniela Reinehr, defendeu que Santa Catarina precisa avançar com a reforma da previdência para ter “fluidez”. Os governantes do Estado mudam, mas os ataques são sempre direcionados aos trabalhadores. Com a narrativa de que “há déficit”, “servidores são marajás”, os cortes são centralizados e confluem de todas as esferas: federal, estadual  e municipal.

Apesar de receber cerca de R$ 12 mil mensais, Daniela, que até então era vice-governadora e gozava do privilégio de ter uma casa oficial de luxo bancada pelos cofres públicos, nunca declarou que era necessário mexer nas suas regalias. De todos os Estados, apenas Santa Catarina e Maranhão oferecem residência oficial ao vice-governador. Nos demais Estados os vices moram em residências próprias e arcam com as despesas das casas.

Em 2019, a imprensa local reportou os gastos de Daniela com a casa. Segundo a reportagem, a parlamentar tem ao seu dispor 11 funcionários para lhe atender, com salários que vão de R$ 3.598 à R$ 10.400. Os gastos da então vice, somente de janeiro a junho de 2019, foram de R$ 300 mil.

Carlos Moises também usa da mesma narrativa e posição de conforto, aposentado aos 48 anos, com salário ultrapassando R$ 20 mil, e agora recebendo mais os proventos de governador, acha que cada um precisa fazer a sua parte….

Ao que se consagra, o projeto político, tanto de Daniela quando de Moisés, tem sido exitoso, o de tornar o Estado de Santa Catarina mais eficiente…em manter confortos políticos: símbolos da “velha politica”, que ambos se elegeram confrontando.

Passados três anos de gestão, e com uma pandemia nos cálculos, ambos gestores certificam suas incapacidades de governança.

Reforma pra quê?

Para tentar avançar com a reforma da previdência, cálculos errados e superestimados são apresentados. Números que a direção do SINJUSC questionou publicamente no ano passado, na Tribuna da Alesc.

E neste ano, novamente, os dados foram contestados pelo  matemático pela “Universitá degli Studi” de Milão/Itália e especialista em previdência pela Fundação Getúlio Vargas, Luciano Fazio. No estudo, o especialista questiona a prévia da Avaliação Atuarial 2021 do Regime Próprio de Previdência Social do Estado (RPPS-SC) e o montante do déficit que o governo alega existir. LEIA MAIS SOBRE AQUI.

O governo não aceita dialogar de forma transparente e com toda as categorias envolvidas. O SINJUSC e demais Sindicatos de Luta seguem na luta e não aceitarão que o projeto avance sem que os servidores tenham direito à mobilização e protesto!

2 Comentários

  1. 1. A notícia dá conta da constatação que há muito sabemos: “Os governantes do Estado mudam, mas os ataques são sempre direcionados aos trabalhadores”.

    Por que mudam os governadores, mas os ataques são sempre contra os trabalhadores?
    Porque trata-se da luta de classes, oras. Ou acaso os governadores são representantes da classe trabalhadora organizada?

    2. Se há luta de classes, por que a classe trabalhadora tem dificuldade em dizer isso claramente?
    A classe que domina não tem qualquer problema em dizer isso e atacar a classe trabalhadora. É flagrante que não dão a mínima para o povo: “O governo não aceita dialogar de forma transparente e com toda as categorias envolvidas.”

    Como devemos responder a esses ataques? Com belos “cravos” para mostrar que não somos agressivos e preservamos o “diálogo e a civilidade”? Companheiros, isso é uma guerra.

    Que se diga em letras garrafais GREVE e REVOLUÇÃO SOCIALISTA. Se não dissermos isso claramente, e não atuarmos com práticas condizentes, vamos continuar sendo mortos (de matéria e espírito).

    Seria muito bom que o SINJUSC, a FENAJUD e demais entidades (sindicais e partidárias) fizessem convocações para GREVE GERAL. O tempo urge.

  2. Pastor evangélico, teólogo Dr. J.L. barbosa, servo dom Senhor advogado dos menos aquinhoados... disse:

    Eu, com os devidos respeito, entendo que o “povão” precisa se reunir em um só círculo e condizir os maiorais da cúpola social, arrastando-os para a base da piramede social aonde vivendo em um só estilo de vida, o doi na carne do pobre venha doer na carne do rico, assim poderia reconhecer que todos são iguais perante a Lei, coisam que até agora pode se dizer que isto é uma utopia, somente no papel, vez que na prática não funciona, haja vista de quem está por cima quer ainda subir mais.
    Que Deus tenha misericórdia de nós…Amém?

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