Coletivo de Negros e Negras convida para live nesta quarta-feira

Foto: Diorgenes Pandini

O Coletivo de Negras e Negros do Judiciário de Santa Catarina (CNNJ-SC) convida todas e todos para acompanhar a live “Antonieta de Barros e o Protagonismo das Mulheres Negras em Santa Catarina”, na quarta (21/07), pelo canal do SINJUSC no YouTube a partir das 19h30.

A professora, escritora, pesquisadora e ativista Jeruse Romão fará uma apresentação sobre o tema e debaterá ao vivo com outros convidados. Quem estiver assistindo pode fazer comentários e perguntas pelo chat.

A transmissão faz parte do “Julho da Mulher Negra” que compõe o calendário de atividades permanentes do CNNJ-SC por reunir datas importantes como o nascimento de Antonieta de Barros (17/07), a promulgação do Estatuto da Igualdade Racial (20/07), o Dia da Mulher Afro-latina-americana e Caribenha (25/07) e o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra (25/07).

O evento também contará com a presença da assistente social e integrante do Coletivo, Iolete de Jesus. Para a servidora, infelizmente, as especificidades de SC no que se refere a questão racial, levaram a população negra que vive neste território, a um lugar de invisibilidade.

“A sensação que temos, é de que somos estrangeiros em nossa própria terra e/ou na terra em que moramos. O Coletivo de Negras e Negros compreende que a importância de debater o protagonismo do movimento negro em SC se vincula a necessidade de nos reafirmarmos enquanto população negra e de celebrarmos as nossas referências, em um território que historicamente nos invisibilizou”, declara.

A assistente social faz um alerta sobre o impacto do desmonte de políticas públicas para a população negra.

“Reivindicar a luta e a memória de Antonieta de Barros, nesse julho das mulheres negras, nos fortalece para o enfrentamento às retiradas de direitos em curso. Como exemplo, a reforma da previdência que está em discussão na Alesc, que afeta a nós, servidoras e servidores públicos. E para além disso, reflete na qualidade dos serviços prestados à toda população, impactando majoritariamente quem sempre tive dificuldades de acessar os seus direitos, que é sem dúvida, a população empobrecida e negra”, critica.

SERVIÇO|

O quê? Live do Coletivo de Negras e Negros do Judiciário de Santa Catarina

Quando? Amanhã, quarta-feira (21/07)

Que horas? 19h30

Onde? Pelo Canal do Youtube, do SINJUSC

Um comentário

  1. Debate fundamental. O CNNJ deve mostrar a crueldade com que foram tratados negras e negros para que o capitalismo europeu atingisse seu “status” (séc. XVII-XIX), assim como as elites regionais se favoreceram disso. No entanto, não deve se resumir àquele momento histórico, também deve tratar dessa crueldade no capitalismo atual e o que significa ser trabalhador(a) negro(a) num país dependente e subdesenvolvido.

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