Assédio foi a debate em Araranguá. Falar sobre o tema também é promover saúde

A categoria se reuniu no salão do júri do Fórum de Araranguá dia 24/04 para debater um problema que assombra todos os cantos do Estado: o assédio moral.

O espaço não era o mais adequado. Mas quando o psicólogo Mateus Graoske chegou ao local, buscou alternativas para fazer um círculo, para estabelecer um ambiente de acolhimento com colegas que logo mais compareceriam ao encontro.

Não existiam condições para dispor cadeiras para uma conversa horizontal na rígida estrutura do salão do júri. “A verticalização hierárquica é muito rígida no judiciário e isso rompe o tecido de solidariedade entre os colegas. É preciso reconstruir este tecido”, afirma o psicólogo.

O tempo foi curto, mas a conversa foi muito proveitosa. As pessoas fizerem relatos e desabafos, desenvolvendo-se um início de espaço de escuta importante e fundamental para a reconstrução do tecido de solidariedade.

O resultado das conversas e debates é a proposta de criar espaços nos locais de trabalho para que se possa romper com o “pacto de silêncio” e estabelecer um ambiente de trabalho saudável, com acolhimento, solidariedade e cooperação. Afinal, falar sobre assédio moral também é combatê-lo e promover ainda mais a saúde.

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