Em notícia sobre “supersalários”, publicada na quinta, dia 18 de fevereiro, a Folha de São Paulo chamou oito desembargadores e desembargadoras do TJSC e duas promotoras do MP-RJ de “servidores” e causou desinformação. Ao contrário de alguns magistrados e promotores, a esmagadora maioria das pessoas que trabalham nos serviços públicos brasileiros como, por exemplo, professoras, enfermeiros e garis, não recebem milhões em salário por ano.
No portal “Justiça em Números” do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é citado pela Folha de São Paulo como uma das fontes para a notícia, é feita essa diferenciação, são 591 “magistrados(as)” e cerca de 8 mil “servidores” no TJSC. Mas os cargos de quem faz parte da lista publicada pela Folha, no caso juízes(as) e procuradoras, só aparecem no meio da notícia, produzindo confusão.
Na avaliação de dirigentes que fazem parte do Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público, “para acabar com os supersalários de uma pequena casta de privilegiados no serviço público, não precisa alterar a Constituição e nem fazer a chamada “reforma administrativa”, basta criar leis para evitar as manobras feitas para escapar da limitação do teto constitucional”.
“É difícil acreditar que um jornal como a Folha de São Paulo tenha feito apenas uma escolha pobre de palavras. Com esse tipo de manchete, a Folha pode estar cedendo à pressão de anunciantes e aderindo à campanha pela aprovação da “reforma administrativa” que na realidade corta direitos dos servidores que ganham menos”.
