Antes de ser sancionada pelo governador Jorginho Mello (PL) em 22 de janeiro, a Lei 19.772/26, conhecida como “lei anti-cotas”, foi aprovada na Assembleia Legislativa (Alesc) por 22 votos favoráveis e 7 contrários. Contudo, a “lei anti-cotas”, que veda a adoção de cotas raciais e outras ações afirmativas por universidades que recebam verbas públicas estaduais, foi suspensa por liminar do TJSC no último dia 26 de janeiro.
Alex Brasil (PL), Altair Silva (PP), Ana Campagnolo (PL), Antídio Lunelli (MDB), Carlos Humberto (PL), Emerson Stein (MDB), Fernando Krelling (MDB), Ivan Naatz (PL), Jair Miotto (União Brasil), Jessé Lopes (PL), José Milton Scheffer (PP), Júnior Cardoso (PRD), Lucas Neves (Podemos), Marcius Machado (PL), Marcos Rosa (União Brasil), Matheus Cadorin (Novo), Maurício Peixer (PL), Nilso Berlanda (PL), Oscar Gutz (PL), Pepê Collaço (PP) Tiago Zilli (MDB) e Volnei Weber (MDB) votaram a favor da “lei anti-cotas”.
Dr. Vicente Caropreso (PSDB), Fabiano da Luz(PT), Marquito (Psol), Neodi Saretta (PT), Padre Pedro Baldissera (PT), Paulinha (Podemos) e Rodrigo Minotto (PDT) votaram contra a “lei anti-cotas”. Camilo Martins (Podemos), Marcos Vieira (PSDB), Maurício Eskudlark (PL), Mário Motta (PSD), Napoleão Bernardes (PSD), Sargento Lima (PL), Sérgio Guimarães (União Brasil) e Sérgio Motta (Republicanos) estiveram presentes na sessão, mas não se manifestaram ou não foram registrados no vídeo. Apenas Luciane Carminatti (PT) e Mauro de Nadal (MDB), tiveram ausência justificada.
Na opinião de dirigentes que fazem parte do Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público, “esses 22 parlamentares, que com a cumplicidade do governador Jorginho, aprovaram a lei anti-cotas, envergonharam Santa Catarina”.
VOTAÇÃO SIMBÓLICA IMPEDIU REGISTRO NOMINAL DE FAVORÁVEIS À “LEI ANTI-COTAS”
A contagem foi feita com base no vídeo oficial da sessão de 10 de dezembro, pois o presidente da Alesc, Júlio Garcia (PSD), conduziu uma votação simbólica. Com isso, Garcia não registrou os votos favoráveis verbalmente, impedindo o registro de folha de votação no processo do PL 753/25 que deu origem à lei “anti-cotas”.

Quando o Estado passa a proibir ações afirmativas, a história já mostrou onde isso pode parar. Alemanha, 1933.
Defendem algo que não praticam! Quantos pretos tem na diretoria do SINJUSC! De verdade, talvez um!!!!
E aposto que não publicarão comentários contrários ao que “pensa” o sindicato!
Porque vocês, da esquerda radical cega, não pregam a verdadeira liberdade de expressão!
Ola Almiro, o SINJUSC possui um coletivo debatendo essas questões e trabalhando para que o Sindicato promova ações capazes de compensar o que a história do nosso país impôs ao povo negro. Foi a partir do Coletivo de Negras e Negros do Judiciário Catarinense que vieram os dois diretores liberados negros entre seis que temos hoje, além de outros três na diretoria executiva! Ainda não é o suficiente, mas estamos trabalhando nesse sentido!
Gostaria muito de saber no que isso impacta no AQ, GANS e atrasados que não são pagos pelo TJ!!! Acho um absurdo o servidor pagar anuidade ao sindicato para que o mesmo seja representado e só se vê politicagem nesse site!!!! Lutem pelos servidores!
Olá Elisa, é muito importante que o Judiciário Catarinense siga promovendo concurso com cota racial e o debate sobre como atender a população negra do Estado por meio, por exemplo, daquilo que consta no Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial do CNJ. Tudo isso é fundamental para que a Justiça de fato enxergue a todos de uma maneira equânime uma vez que as pessoas atendidas pela justiça não são iguais.
Sinjusc, tenho convicção que a grande maioria deve tá se perguntando.. e os inúmeros atrasados e pendências ?
A sensação é que vocês finalizaram o período de gestão da atual presidência muito antes de efetivamente terminar.. O que aconteceu ?
Olá Alexandre, a diretoria do SINJUSC segue empenhada na luta pelas conquista do AQ, da GANS, do retroativo e de todas as outras reivindicações da categoria. Mas isso não quer dizer que ela também não possa atuar na defesa de um Judiciário mais parecido com a sociedade catarinense por meio de políticas fundamentais como as cotas!
vergonha
Gans massificada? AQ cumulativo ? Tá difícil
Sempre foi difícil, Felipe! A luta da classe trabalhadora não é fácil, mas seguimos em frente. Assim que tivermos noticias sobre diálogos com a nova diração do TJSC ou chamados de mobilização, veicularemos aqui! Contamos com o seu apoio!
Não “envergonharam”, envergonham todos os dias dos seus mandatos, que lhes foram dados por nós.
Bem triste ver como nos limitamos aos nossos próprios umbigos e damos as costas para tantas pessoas marginalizadas, subjugadas por um sistema preconceituoso por excelência.
Para lutarmos pelos nossos direitos não precisamos fechar os olhos para as injustiças sofridas pelos demais. Ou, de repente, apenas concordam com essas ideias absurdas do Governador e não têm a coragem de admitir… Triste!
Eh vergonho ver, o lamaçal em que os
políticos de Santa Catarina, estão empurrando o estado. Lembrem-se **** ********, vcs vivem no Brasil e não na Itália nem Alemanha.
O objeto das ações afirmativas não avalia somente a estatística populaçional, como por exemplo a maioria branca em SC. Outros critérios, tais como diversidade no Serviço Público, taxa de desemprego, devem INDISPENSAVELMENTE compor a análise e APRIMORAR esta Cláusula Pétrea: a dignidade da pessoa humana, princípio sustentáculo da Carta Máxima da república brasileira.
Me sinto muito representada por pessoas que trabalham num sindicato para além dos nossos umbigos.. para além dos salário altíssimo que ganhamos, se compararmos com a maior parte da população brasileira.. um sindicato que se preze não pode só se preocupar com aumento de salário.. O bem estar e qualidade de vida da nossa sociedade tbem repercute na nossa vida e numa sociedade com menos violência.. Sou muito grata do meu sindicato ter tantas preocupações e engajamentos quanto o que vocês têm..