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10/05/2007 PCS: entenda a evolução dos reajustes |
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Após o pagamento de mais uma parcela do PCS, em maio, com o percentual de 8%, o SINJUSC passou a receber diversas indagações sobre qual o percentual já pago e o que ainda falta a ser incorporado até o final de 2007. Por esse motivo o Sindicato solicitou ao DIEESE um estudo explicativo sobre o tema.
Igualmente, com o objetivo de esclarecer as dúvidas dos servidores, o delegado sindical de Sombrio, Enéas Luiz Cesconetto, elaborou uma tabela com a evolução salarial incluindo todos os percentuais já pagos. Os arquivos com o estudo do DIEESE e a tabela estão no link “documentos” nesta página do sindicato. Abaixo um resumo do estudo do DIEESE
Não se somam variações percentuais
Tomemos, como ponto de partida, um exemplo simples. Se um fogão custava R$ 100,00 em dezembro e aumentou 10% em janeiro, ele passou a custar R$ 110,00. Se o seu preço aumentar novamente 10% em fevereiro, esse novo aumento de 10% incidirá sobre o preço de janeiro, que era R$ 110,00 (e não sobre os R$ 100,00 de dezembro). Como podemos ver, a base de cálculo se alterou, passando a ser o preço de janeiro e não mais o de dezembro. Com isso o preço de fevereiro será R$ 11,00 superior ao de janeiro e R$ 21,00 superior ao de dezembro.
Visualizando:
• Preço em dezembro R$ 100,00
• Aumento em janeiro R$ 10,00 (10% de R$ 100,00)
• Preço em janeiro R$ 110,00
• Aumento em fevereiro R$ 11,00 (10% de R$ 110,00)
• Preço em fevereiro R$ 121,00
Se o preço do fogão voltar a subir 10% em março, ele será R$ 12,10 superior ao preço de fevereiro, passando a custar R$ 133,10. Em relação ao preço de dezembro, portanto, terá havido uma variação de 33,10%. E não de 30%, como alguém poderia imaginar se somasse 10% + 10% + 10%.
Acúmulo de variações percentuais e número relativo
Vimos que não podemos somar variações percentuais. Para sabermos o resultado acumulado de três aumentos de 10% no preço do fogão, tivemos que calcular, a cada mês, o novo preço resultou da aplicação de 10% sobre o preço do mês anterior. Só ao final, ao compararmos o preço de março (R$ 133,10) com o preço de dezembro (R$ 100,00) é que descobrimos que houve uma variação acumulada de 33,10% no preço do fogão no período, ao invés dos 30% que resultariam da somo dos percentuais. Imagina se precisássemos calcular a variação acumulada do preço do fogão em vários meses, num período onde o preço variava freqüentemente?
Para facilitar as coisas, evitando que a gente tenha que fazer todos essas contas, existe um caminho mais prático, que á a transformação de percentuais em relativos. Para encontrarmos o relativo de qualquer valor percentual, existe uma regra muito simples e fácil de memorizar. Basta tomarmos o número que está antes de símbolo %, dividi-lo por 100 e somar ao resultado o número 1.
Vejamos, alguns exemplos abaixo:
10% (10 / 100) + 1 1,10
7% (7 / 100) + 1 1,07
33,80% (33,80 / 100) + 1 1,338
0,37% (0,37 / 100) + 1 1,00
253,40% (253,40 / 100) + 1 3,534
Cálculo para o reajuste do SINJUSC
Período Percentual Fórmula (dividir por 100 e somar 1) Relativo
janeiro de 2006 1,69% (1,69 / 100) + 1 1,0169
maio de 2006 7,00% (7 / 100) + 1 1,07
agosto de 2006 4,00% (4 / 100) + 1 1,04
dezembro de 2006 10,00% (10 / 100) + 1 1,10
maio de 2007 8,00% (8 / 100) + 1 1,08
• Percentual de reajuste total já concedido: 34,43%
• Relativos = 1,0169, 1,07, 1,04, 1,10 e 1,08
• 1,0169 x 1,07 x 1,04 x 1,10 x 1,08 = 1,3443
Um salário de R$ 457,25, se o reajustarmos em 64%, ele passará a R$ 750,00. R$ 457,25 x 1,64 ≈ 750,00. O multiplicador 1,64 é o relativo de 64%.
Para calcular a diferença e saber o que ainda falta ser reajustado não podemos simplesmente fazer a subtração: 64% - 34,43% = 29,57%. O correto é transformamos os percentuais em seus respectivos relativos e fazermos a divisão:
Relativo de 64% = (64 / 100) + 1 = 1,64
Relativo de 34,43% = (34,43 / 100) + 1 = 1,3443
Depois: 1,64 / 1,3443 = 1,22
Isso significa que ainda faltam 22% para que o salário alcance o valor desejado. |
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