02/12/2009 Novo Presidente-Eleito do Tribunal de Justiça assumirá sem ter maioria.
O Desembargador José Trindade dos Santos, novo presidente-eleito do Tribunal de Justiça para o biênio 2010/2012, foi alçado ao mais alto posto do Poder Judiciário Catarinense sem ter maioria dos votos dos 50 Desembargadores.
Numa eleição atípica, tanto o Desembargador Trindade como o Desembargador Trisoto tiveram o mesmo número de votos, isto é, 25 para cada um. Sendo então utilizado, face empate, o critério do Desembargador com mais tempo de carreira. Sendo assim, venceu o pleito o Desembargador Trindade dos Santos.
Observa-se, desta maneira, a existência de dois grupos com forças praticamente iguais no Tribunal Pleno do Tribunal de Justiça. Esta característica é singular e terá que ser bem avaliada por ambos os lados que buscavam a presidência da corte catarinense.
Sem uma declaração anterior ao pleito sobre as propostas dos candidatos caso fossem eleitos, a população e os trabalhadores do judiciário aguardam pela boa vontade dos futuros gestores do Poder Judiciário. Além do Desembargador Trindade, como Presidente, foram eleitos os seguintes Desembargadores para comandarem o corpo administrativo do Tribunal: Gaspar Rubik (1º vice-presidente), Solon d’Eça Neves (corregedor-geral de Justiça), José Mazoni Ferreira (2º vice-presidente), Antonio do Rego Monteiro Rocha (3º vice-presidente) e Cesar Abreu (vice-corregedor geral de Justiça).
Somente no dicurso após a eleição o Desembargador Trindade dos Santos informou que aprofundará o processo de informatização no judiciário, utilizando-se para tanto do processo virtual, que segundo ele é a única ferramenta capaz de "dar a celeridade que todos almejam quando buscam nossos serviços".
Lutamos ainda pelo dia em que toda a população catarinense, os trabalhadores do judiciário e os magistrados possam depositar seu voto para escolher um novo presidente do Tribunal de Justiça. Pois somente com propostas para toda a população catarinense, os trabalhadores do judiciário e para a própria magistratura é que teremos um presidente que represente muito mais que 25 votos.