A decisão do comando de mobilização da categoria, que reuniu-se no último dia 23, foi de manter e aumentar a mobilização e a pressão pelo atendimento da pauta de reivindicações. Com isso decidiu convocar uma nova paralisação de 02 horas, das 14 às 16 no próximo dia 04 de novembro, ocasião em que acontecerá nova reunião do Tribunal Pleno.
Na avaliação do comando, embora o TJ tenha indicado dois desembargadores para tratar da pauta com a categoria, não há qualquer resposta efetiva da Administração em relação aos itens apresentados há 06 meses, em abril deste ano.
Na tarde do dia 23 os diretores do SINJUSC informaram a decisão do comando ao desembargador Pedro Manoel Abreu, que foi designado junto com o desembargador Edson Ubaldo, para tratar da pauta da categoria.
Na reunião, os diretores enfatizaram que a intenção da categoria não é parar, e sim ver a pauta atendida. No entanto, a responsabilidade por novas paralisações será única e exclusivamente do TJ, visto que dependem dele as respostas às reivindicações.
Na mesma ocasião os dirigentes do Sindicato afirmaram que, havendo vontade política, é perfeitamente possível apresentar respostas para alguns itens da pauta como: incorporação do abono; correção do auxílio-alimentação; liberação de dirigentes sindicais; além de incluir como fundamental a abertura de negociações para um novo Plano de Cargos e Salários, avançando em questões que não foi possível no anterior.
A direção do Sinjusc avalia que sem avançar na solução de alguns pontos das reivindicações até dia 04 de novembro, qualquer tentativa de diálogo ou de uma nova mesa de negociações será inócua.
Portanto, a Administração deve atender algumas reivindicações, para que se reestabeleça a possibilidade de diálogo, visto que nos últimos quatro meses, apesar dos esforços da categoria, a direção do TJ não apresentou qualquer resposta à categoria.
Na reunião do comando avaliou-se também a importância de intensificar as mobilizações visto que em dezembro deve ser eleita a nova Administração do TJ, dando início à transição e dificultando qualquer tema da categoria na pauta do Pleno. Isso também porque a incorporação do abono requer envio de projeto à Assembléia Legislativa.
A possibilidade de ver atendidas as reivindicações da categoria dependerá, não só da boa vontade demonstrada pelos novos negociadores, mas fundamentalmente da disposição da categoria para continuar e aumentar a mobilização. Por isso, dia 04, a paralisação vai ter mais força.