Inicialmente gostaria de lembrar que a grande maioria das trabalhadoras e trabalhadores do judiciário são bacanas, gostam do seu trabalho, tem vontade e muita de estudar, é por isso, que o judiciário catarinense atinge um bom resultado. Por Alessandro Pickcius.
A ladainha e as desculpas que estagiário toca cartório vem de muito tempo, mas não por isso deixou de acontecer duas greves que resultaram na conquista do PCS (64,5%) e a data-base de 2008 (10%) e 2009 (5,53%).
Quanto será mesmo 80% de 4.600 trabalhadores (as) ? São 3.680 trabalhadores (as). Para alguns pode ser pouco, mas o interessante é que a maioria parou.
O indicador para ser medido ou calibrado não é se 2 horas (120 minutinhos para alguns), um dia ou muitos dias trazem prejuízo ou não. Falar em prejuízo é prejudicar uma parte, geralmente a população. Não é isso que a maioria da categoria quer ou desejar o mal para a população que paga nossos salários. Não é isso, a intenção da paralisação é ter uma resposta a nossa pauta de reivindicações e aos nossos direitos enquanto trabalhadores (as).
O indicador para ser apreciado é a coragem, coragem essa de mais de 3.600 pessoas, coragem para parar 2 horas, coragem para mostrar a cara, coragem para se filiar em um sindicato de luta, coragem em ir na assembleia, coragem de mostrar sua indignação e coragem de lutar por seus direitos, com cartazes, faixas, adesivos ou placas.
Coragem de enfrentar o trabalho de convencer quem não parou para as próximas mobilizações e coragem de entender quem sempre vai arrumar desculpas para não parar e não aderir ao coletivo.
A pauta de reivindicação, PCS ou qualquer coisa de interesse do coletivo dos trabalhadores (as) do judiciário só avança quando estamos unidos e mobilizados, de outra maneira não há possibilidade ou viabilidade real.
Vamos lá pessoal, parabéns a todas e todos que paralisaram no dia 21! Tem mais luta pela frente não somente nesse ano! E a vida segue!
Alessandro Pickcius - Presidente do SINJUSC - 20 anos Jovem de Luta